Sobre EMNU

Sobre o

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana

Aqui são apresentados conceitos e relatórios relativos ao estudo que dá origem a essa plataforma

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) foi desenvolvido pelo BNDES, em parceria com o Ministério das Cidades e outras entidades parceiras, entre 2024 e 2026. O Estudo buscou contribuir para uma visão nacional sobre os desafios da mobilidade urbana no Brasil, com foco na qualificação e expansão do transporte público coletivo nas grandes regiões metropolitanas.

A partir do diagnóstico das 21 regiões metropolitanas mais populosas do país, o ENMU mapeou uma carteira de projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidades, avaliados com base em estudos populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos.

O Estudo também reuniu boas práticas e desenvolveu insumos para uma estratégia nacional de mobilidade urbana, incluindo propostas para viabilizar os investimentos necessários. O Portal Mobilidade Brasil foi criado para dar visibilidade às principais conclusões do ENMU e apoiar a disseminação de informações e referências para o setor.

Relatórios Executivos

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Abrangência

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Para compor o Estudo, foram selecionadas 21 Regiões Metropolitanas com população em área conurbada superior a 1 milhão de habitantes, são elas:

Mapa de abrangência
Abrangência

Grandes cidades com mais de 1 milhão de habitantes

Gráfico de abrangência

TPC-MAC

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No âmbito do ENMU, o Transporte Público Coletivo de Média e Alta Capacidade (TPC-MAC) corresponde aos eixos estruturais de transporte coletivo voltados ao atendimento de demandas concentradas de viagens, em ligações intra ou intermunicipais. Sua classificação não se baseia apenas na tecnologia adotada, mas na combinação entre características operacionais, infraestrutura dedicada e nível de demanda atendido.

Nesse contexto, considera-se como eixo estrutural de TPC-MAC aquele que:

  • oferece serviço estruturado, com oferta regular e concentrada
  • dispõe de infraestrutura, tecnologia, material rodante e sistemas de apoio à operação
  • atende a uma demanda mínima de 4,5 mil passageiros por hora por sentido ou mais de 45 mil embarques diários

Esse parâmetro de 4.500 passageiros/hora/sentido corresponde a uma oferta de ônibus superarticulado de 150 lugares com um intervalo de 2 minutos (30 ônibus/hora) ou um serviço de VLT de 400 lugares com um intervalo da ordem de 5 minutos.

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Metrô

Sistema de transporte sobre trilhos de alta capacidade, totalmente segregado do tráfego (subterrâneo ou elevado), com alta velocidade, confiabilidade e grande volume de passageiros

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Trem

Sistema ferroviário de alta capacidade e maior alcance (inclusive metropolitano), normalmente em superfície, com estações mais espaçadas e usado para ligar diferentes áreas da cidade ou municípios

monorail
Monotrilho

Sistema sobre trilho único (viga), geralmente elevado, com tração elétrica e capacidade intermediária/alta, operando de forma segregada do tráfego urbano

tram
VLT

Sistema sobre trilhos de média capacidade, geralmente em superfície, podendo compartilhar espaço com o tráfego urbano, com foco em integração urbana e menor impacto visual

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BRT

Sistema de ônibus de alto desempenho, com corredores exclusivos, estações estruturadas e embarque rápido, podendo atingir média capacidade

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Corredor Central

Faixa exclusiva de ônibus localizada no eixo central da via, com maior prioridade e desempenho que faixas comuns, reduzindo interferências do tráfego geral

As tecnologias apresentadas foram adotadas na modelagem simplificada do Estudo, com o objetivo de padronizar as análises e permitir comparabilidade entre diferentes Regiões Metropolitanas. Essa abordagem não invalida a consideração de outras tecnologias em etapas posteriores de aprofundamento dos projetos, como aeromóvel e Veículo Leve sobre Pneus (VLP), conforme as especificidades locais e a evolução dos estudos

Redes

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Esta seção apresenta conceitos de redes de transporte coletivo metropolitano considerados no Estudo

Rede Existente

Infraestrutura e serviços de TPC-MAC atualmente em operação na Região Metropolitana

gráfico de rede existente
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Rede Base

Rede Existente + projetos em implantação com viabilidade institucional e financeira assegurada

gráfico de rede base
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Rede Futura*

Cenário proposto pelo estudo, formado pela Rede Base + projetos indicados como necessários pelas análises de demanda

gráfico de rede futura

*Rede Futura também é chamada de “Rede Necessária” em materiais do ENMU

No âmbito do ENMU, a Rede Base foi simulada nos horizontes de 2024 e 2054, enquanto a Rede Futura foi simulada no horizonte de 2054, permitindo avaliar tanto a situação atual quanto os impactos de longo prazo das intervenções propostas.

As simulações foram feitas em dois cenários (Padrão e Otimizado) descritos abaixo.

Cenários

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Esta seção apresenta os cenários construídos para simular as Redes de Transporte e identificar os projetos mais adequados a cada Região Metropolitana. O processo adota uma abordagem sequencial, partindo da Rede Base e evoluindo para a Rede Futura, avaliada nos cenários Padrão e Otimizado.

As simulações permitem comparar o desempenho das redes em diferentes configurações, considerando a evolução da demanda e os efeitos da implantação dos projetos, bem como mensurar os impactos de medidas adicionais de otimização, como integração tarifária, racionalização operacional e priorização do transporte público coletivo.

O CENÁRIO PADRÃO, considera a implantação das Redes Futuras e uma reorganização mínima das linhas de transporte coletivo de forma a criar um sistema integrado

O CENÁRIO OTIMIZADO considera, adicionalmente, um conjunto de estratégias e/ ou políticas que potencializam os efeitos de ampliação da rede de TPC-MAC

As estratégias simuladas no CENÁRIO OTIMIZADO não constituem propostas do ENMU. As análises são exercícios hipotéticos, que tem por objetivo demonstrar os possíveis efeitos e contribuir para o debate de políticas públicas

Medidas consideradas na simulação do Cenário Otimizado
Gráfico de cenário

Visão de Futuro

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A Visão de Futuro corresponde ao referencial estratégico que orienta os objetivos de longo prazo da mobilidade urbana no âmbito do ENMU, estabelecendo os resultados desejados em termos de desempenho, acessibilidade, eficiência, sustentabilidade e equidade.

Nesta seção, são descritas dimensões, aspectos e estratégias e indicadores que permitem avaliar o desempenho dos sistemas de mobilidade urbana e os impactos dos projetos e políticas públicas propostas.

grafico-visaofuturo
1.
Eficiência
2.
Segurança
3.
Sustentabilidade ambiental
4.
Acessibilidade
5.
Qualidade
6.
Meios não motorizados e coletivos
Dimensão

Planejar e operar uma rede integrada e otimizada, garantindo uso racional dos recursos e eliminação de sobreposições entre projetos e modos.

Garantir deslocamentos seguros, com redução de sinistros e violência no transporte urbano.

Reduzir os impactos ambientais do transporte, com tecnologias de baixas emissões e práticas que assegurem uma mobilidade ecologicamente responsável.

Assegurar transporte financeiramente acessível e inclusivo, ampliando o alcance a todos os grupos sociais e territórios.

Oferecer viagens rápidas, confiáveis e confortáveis, elevando a experiência e a atratividade do transporte público.

Priorizar deslocamentos ativos (a pé e de bicicleta) e o transporte público coletivo.

Aspectos e Estratégias

Eficiente: Construir uma rede de transporte integrada e otimizada

Segura: Garantir uma mobilidade segura a todos

Ambientalmente Sustentável: Minimizar os impactos ao meio ambiente

Módica: Ser financeiramente acessível a todos Equitativa: Garantir um sistema universal e próximo a todos

Rápida: Minimizar o tempo de deslocamento (espera e viagem) Confiável: Oferecer um serviço pontual e regular Confortável: Assegurar o bem-estar das pessoas

Ativa: Fomentar os modos não motorizados de deslocamento Coletiva: Priorizar os modos públicos e coletivos

Indicadores

Custo operacional por viagem do TPC

Quantidade de óbitos em sinistros de trânsito por cem mil habitantes

Total de emissões de GEE do setor de transporte de passageiros por habitante (tCO2eq/hab/ano); Emissões de poluentes locais do setor de transporte de passageiros por habitante

Comprometimento de renda: razão do valor de 50 tarifas médias de transporte público em relação à renda média; PNT (People Near Transit) total; PNT (People Near Transit) com renda até 2 salários mínimos

Tempo médio de deslocamento no TPC; RTR (Rapid Transit to Resident); Idade média da frota (ônibus municipal/ônibus metropolitano)

Priorizar deslocamentos ativos (a pé e de bicicleta) e o transporte público coletivo.

Para mais informações acesse:

Matriz de Benefícios e Riscos

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Com o objetivo de oferecer insumos aos entes públicos para apoiar a análise estratégica e a priorização de investimentos em TPC-MAC, foi realizada uma avaliação comparativa dos projetos considerando benefícios esperados e riscos associados. A avaliação foi elaborada a partir de indicadores gerados pelo ENMU e busca oferecer uma visão direcional sobre o equilíbrio entre potencial de impacto positivo e principais fatores de incerteza de cada projeto.

A análise está estruturada em uma matriz em que o eixo vertical representa o nível de benefícios e o eixo horizontal indica o nível de risco relativo. Quanto mais elevada a posição do projeto, maior seu benefício relativo, considerando indicadores como população beneficiada, melhoria da qualidade do serviço, ganhos de produtividade e contribuição para a mobilidade sustentável. Quanto mais à direita estiver posicionado, menor seu risco relativo, com base em aspectos identificados ao longo do ENMU, como riscos ambientais, interferências urbanas e condicionantes de implementação.

Vale ressaltar que essa metodologia não busca esgotar o mapeamento de benefícios e riscos, mas sim proporcionar uma leitura direcional a partir de pesos relativos, considerando exclusivamente as informações disponíveis no ENMU. Outros benefícios podem ser estimados e novos riscos podem ser identificados à medida que os projetos avancem em maior nível de detalhamento

Matriz de Benefícios e Avaliação de Riscos
Gráfico de Benefícios e Avaliação de Riscos

Glossário

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